Foi então que essa guerra começou e senti a dor de uma agulha na perna.
Por sorte havia pessoas que estavam dispostas a ganhar ela, e então ouve uma ajuda.
Mas eu vi que escolheram a dedos quem eles queriam ajudar, vi também a forma que as outras avançavam para cima, e a forma que as outras tentavam se salvar.
Ficam todos sobre o mesmo teto, todos com medo, mas um lugar aparentava paz para todos, quando na realidade eram apenas usados para seu próprio domínio.

Carregar todos os pesos, todas as culpas exigia um grande poder, ou força.

Após o inicio de guerra, almas saíram correndo, ouviam vozes que pareciam demoníacas, mas não via mal algum.
Em um lugar, um mapa completamente fechado passos com sangues saíram correndo, almas juntas segurando na mão de outras.
Pessoas encontradas no meio do caminho seguindo o seu plano...

Dor, trocas de corpo e sentimento de traição.

Uma única batalha começava ali, após a fuga, após a morte.
A morte estava em forma de pessoa, comia lentamente as suas peles de seus humanos, destruía cada momento. Eu poderia ter medo, mas eu estava sem pensamentos algum para sentir algo.
Eu vi o que eu vi, e ouvi um barulho, que me tirou dessa morte interna.

Eu queria poder viver em um mundo de uma cor só, assim todos os sentimentos seriam da mesma cor, e eu então não precisaria me preocupar com uma tal felicidade ou tempo, maldade ou bondade, choros ou simples gotas de chuva...

Eu queria poder voar no céu, eu poderia esconder minha face de criança estúpida no meio das nuvens.
Quando chovesse, eu poderia lavar a minha alma.
Quando o céu estivesse cheio de fumaça, eu poderia me queimar e sentir dor que causo nos outros em minha própria pele.
Quando o mundo estivesse sofrendo suas transformações eu poderia olhar tudo de cima, e ver o quando a destruição das pessoas é pior, quando se olha de fora.

Tentar concertar um mundo belo, é realmente impossível.
Tentar mudar a si mesmo, é complexo...
Não sei se mesmo com poderes de deuses que poderia possuir, seria possível.

De todas as formas a única certeza que eu levo é a morte, pois meus sonhos só podem existir em minha cabeça, e mesmo se eu escreve-los, eles vão embora, somente comigo.

Para que mudar de palavras frias para tão doces assim?
Posso entender que elas não são tão reais quanto aquelas que podem machucar. Digo isso porque eu estou fazendo isso também.

Não é que não queira ouvir, é que simplesmente não preciso. Na verdade não me afeta em nada, não muda anteriores, e menos ainda, o que eu posso entender.

Para simplesmente estar bem, eu as levo em minha mente, mas ignorando.
E eu não me arrependo disso, nunca.