- Marieh



Estava olhando pela janela as gotas de chuva cair, o céu coberto por nuvens negras, a Lua que já há dias não aparecia, e me sentido estranha.

Disse-me meu avô que era sentimentos, não apenas um sentimento, e sim uma mistura de vários sentimentos juntos.Perguntei então o por que estava acontecendo, ele me respondeu que foi por causa da guerra, e como é impossível sair de suas casas, a guerra acaba um pouco, mesmo que pouco mas acaba...

Eu então fiquei sem entender e fui a minha cama sentir o barulho da chuva caindo, e ouvindo a árvore bater na minha janela graças ao vento.Compreendi que quando eu ataca, eu sentia dor, mesmo sem sangue era uma ferida, algo aberto, era algo estranho que eu nem mesma via.Quando saiu um dia de Sol, olhei aquele campo de batava e percebi que eu estava morrendo, e que havia uma outra pessoa no mesmo cargo que o meu que estava sangrando. Ah que ótimo! É meu alvo! Minha mira!

Na hora de atacar meu avô gritou: "Você não percebeu ainda, não é? Quando você ataca sua metade de amor, você se machuca também, mesmo que ele seja seu inimigo mortal, existe amor, amor de mãe."Eu respondi: Mas sempre fui sozinha, nunca tive família além do senhor, como posso ter esse tipo de amor por alguém que eu desconheço? Ele veio se aproximando explicando: Existe de alguma forma, é como amar ao seu artista, ele não sabe, mas você existe, vai lutar desse modo mesmo, até o fim da vida de todos os soldados do campo?Parei, abaixei minha arma, meu plano se foi com isso...

Passei entre minas, adversários, lutei, mas cheguei, propus uma paz para todos, porem meu adversário me respondeu: Paz existe, não sei quanto tempo só nossos corpos vão conviver juntos se somos tão diferentes.Sai e voltei para casa, pensei em tantas soluções possíveis, e escrevi em palavras belas na parede de meu quarto, um recado para meu avô, peguei uma corda e amarei no telhado, achei que para parar de me machucar essa dor, a única forma de deixar a paz entre esses dois corpos que são do mesmo sangue, e da mesma família, achei melhor morrer... Assim, quando os anos se passarem, quando ela poder esquecer esse amor de filha, ela pode viver em paz, e apenas um peso a menos...Apesar de nem tudo estar em forma de perfeição, essa foi a melhor forma de fazer o meu pensamentos viver... de poder contar o que eu sinto...

1 comentários:

[D_E]ikeda (visit their site)

Ultra-sensacional.